
Lia Cancian Deputada Estadual
Nós, mulheres, assumimos uma personalidade onipotente. Geralmente, não somos apenas uma identidade e sim várias. Somos mãe, dona-de-casa, esposa, trabalhadora e mais uma série de coisas. Somos a força produtiva mais importante do país, dado que a maioria da população brasileira é formada por mulheres. Mas a realidade é bem diferente.
Nós, mulheres, sofremos a opressão machista desde sempre. Quando jovens, especialmente, somos “obrigadas” a ouvir piadas infames, erotização do corpo e desigualdade em direitos. Quando mãe, temos uma especial atenção de dedicar a nossos filhos uma boa educação, acesso à saúde, felicidade da criança, enfim temos a monstruosa tarefa de fazer crescer bem nossos filhos. Temos jornada dupla de trabalho, pois além de nossa atividade profissional, as mulheres geralmente assumem a tarefa de dona-de-casa que implica em higienizar casas, cozinhar, lavar. Mesmo com toda nossa evidente importância na sociedade, somos discriminadas. É grande o número de mulheres que sofrem algum tipo de mal trato seja de marido, parente ou mesmo algum maníaco que corremos o risco de encontrar. Temos um salário menor que de homens, mesmo que ocupemos a mesma atividade e, para piorar, temos poucas representantes na política. Se formos pensar em mulheres combativas, este número se reduz drasticamente.
Precisamos mostrar nossa força. Não devemos, no entanto, ter uma linha política de responsabilizar os homens por nossa condição. Ao contrário, devemos demonstrá-los nossa situação e pedir a solidariedade de todos para que auxiliem nossa luta. Nós, mulheres, precisamos ser protagonistas de nossa própria história, sendo assim nossa necessária organização.
A candidatura de Lia vem no sentido de apresentar uma alternativa política de esquerda às mulheres. Pensando assim, necessariamente, devemos abordar pontos que beneficiem não só as mulheres, como toda sociedade, pois a melhoria de vida de uma mãe, é a melhoria de vida de um filho e assim por diante. Propomos, de imediato, atuar fortemente em duas frentes que já prevêem atuação também em outras: efetivação e ampliação da lei Maria da Penha, garantindo às mulheres toda assistência necessária e a real efetivação do Estatuto da Criança e do Adolescente, que garante a criança uma série de direitos. Assim, indiretamente, estaremos trabalhando também para a saúde, educação, desenvolvimento entre outros, que estão previsto no ECA e na lei Maria da Penha.
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